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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Tecnologias sociais de captação e armazenamento de água geram renda e qualidade de vida na Serra da Baixa Verde

Quintal produtivo, comunidade Salgada, em Santa Cruz da Baixa Verde
Com o objetivo de aumentar a oferta hídrica através da captação e armazenamento de água da chuva, a Associação de Desenvolvimento Rural Sustentável da Serra da Baixa Verde (ADESSU Baixa Verde), tem trabalhado com essas tecnologias desde 2004, com a construção de caldeirões de pedra, cisternas de placas do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) vinculado à ASA (Articulação no Semiárido Brasileiro) e financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS) e cisternas do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) financiadas pela PETROBRAS e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Em 2016, a ADESSU se propôs a executar um projeto de caráter emergencial de captação de água da chuva nos municípios de Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde, situados no Sertão do Pajeú, estado de Pernambuco. Com o financiamento da Kindernothilfe/Alemanha, foram construídas 11 cisternas para captação de água da chuva com capacidade para armazenar 52 mil litros cada, além de 02 poços amazonas, possibilitando que 38 famílias de 08 comunidades rurais dos municípios de Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde tivessem acesso à água em quantidade e qualidade para fortalecimento das iniciativas produtivas.

Comunidade Arado, Santa Cruz da Baixa Verde
A agricultora Almerinda Gomes, da comunidade Arado, em Santa Cruz da Baixa Verde, teve sua vida transformada a partir da conquista de uma cisterna-telhadão, com capacidade para 52 mil litros. “Eu só tinha a cisterna pequena e sempre tive o sonho de ter a grande para fazer plantios, pois isso é uma coisa que eu gosto até demais, adoro plantar. Eu sempre tive depressão desde pequena, eu já passei por muita coisa na vida, perdi pai, perdi mãe, minha mãe que me adotou também morreu. Hoje estou muito feliz, hoje tenho minhas coisas e já consigo lucro delas; para mim foi a melhor coisa do mundo, o galpão está cheio de feijão, que daqui uns dias vamos passar na máquina. É só alegria! Tenho minha pimenta, tenho meu pimentão, meu alface, meu coentro”, relatou a agricultora.

Também foi incorporada ao projeto, a construção de uma casa, devolvendo a dignidade e garantindo o direito ao lar de uma família carente, composta por 02 adultos e 03 crianças, que viviam em situação de risco, na comunidade, em Santa Cruz da Baixa Verde. Os espaços cobertos das cisternas-telhadão, possibilitam ainda que crianças, adolescentes, jovens, adultos, Associações comunitárias, Grupos de jovens, Grupos de mulheres, Grupos de orações, Organizações de assessoria, realizem atividades recreativas, reuniões, festividades, missas, estimulando a integração das famílias nas comunidades.

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